Por que tamanha fixação pelo dito que "nenhum homem é uma ilha" ou que "a felicidade só é real quando compartilhada"? Tenho uma natural pré-disposição a perder o interesse por falácias que se desgastam no popular. Me chame de arrogante, mas é assim que é.
Daí você se sente uma ilha, cheio de coisas para compartilhar e não tem uma ponte, uma régua que facilite o processo. Engraçado só perceber a antagonia agora: enquanto uma ilha precisa de ligamentos, a felicidade precisa ser porcionada, repartida. Quiçá seria melhor ser um monte de terra à espera de pontes ao contrário de um pote transbordando, que precisa ser quebrado para tocar outros? Não vejo sentido em ser muito feliz então.
O ser humano e suas contradições justificatórias para viver em comunidade.
Então, se não quero um e desejo pouco do outro, estaria praticando um "não ser humano"?
Que tola, era só perceber o verbo e não o substantivo.
É apenas ser.
Sou assim.
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