Eu quero tanto, tanto. Quero tanto que esse tanto um tanto me sufoca. Me sufoca tanto que, quando dou por mim, parei de respirar. Sem ar, veja, é impossível pensar. Sem pensar, claro, é impossível agir. Me resta o instinto.
Eu quero tanto, tanto, mas o instinto quer de uma outra forma. Uma forma sem forma, que não existe de forma nenhuma. De qualquer forma, o instinto não interrompe, não pensa, não se cala. Ele apenas existe.
E se existir por instinto estiver errado?
Está errado.
Não está.
Quem vai me dizer o que é? Será que o instinto acontece por acaso?
Está errado.
Não está.
Quem vai me dizer o que é? Será que o instinto acontece por acaso?
Se, por acaso, eu descobrir, sei que de um tanto serei capaz, então.
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